quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Maria de Kalú e Depois da Curva no Ceará
27 Nov 2009 - 02h23min
• TERÇA-FEIRA 24 DE NOVEMBRO 19h - Lançamento do III For Rainbow Local: Saraiva Mega Store – Shopping Center Iguatemi Apresentação do III For Rainbow; lançamento dos livros e bate papo com autores seguido de coquetel. Livros: Desatando Nós, de Adriano Costa, Alexandre Joca e Luis Loiola Estilísticas da Sexualidade, de Alexandre Fleming e Cristian Paiva Juventudes Homossexuais e Sexualidades: Comportamentos e Práticas, de Chico Pedrosa e Camila Castro
• SÁBADO – 28 DE NOVEMBRO 18h – Exposição Multimídia de Artes Visuais - Eros - Video-arte, cinema, desenho, escultura, performance, com obras de Euzébio Sloccowick, Jussara Correia, Simone Barreto, Sólon Ribeiro, Yuri Yamamoto, Zé Tarcísio. Local:Sala Boticário Ferreira – anexo do Centro Cultural Sesc – Luiz Severiano Ribeiro . Diariamente das 15h30min às 22h – Sala Boticário Ferreira – anexo do Centro Cultural Sesc – Luiz Severiano Ribeiro 19h - Abertura Oficial Local: Centro Cultural Cine SESC Luiz Severiano Ribeiro - Músico Uirá dos Reis interpretando “I Will Survive” - Verônica Guedes – Diretora Geral do Forrainbow - Trechos dos espetáculos “Diferente Olhar Infinito” e “Nada a Declarar” – Performance de Ricardo Freire - Entrega do Troféu Artur Guedes para o GRAB e Luma Andrade - Apresentação do curta metragem “On my Own” (04’16”), dirigido por Yuri Yamamoto - Exibição do curta metragem “Vida Vertiginosa” com apresentação do diretor Luiz Carlos Lacerda (Bigode) - Exibição do longa metragem “O Rebeliado”, dirigido por Bertrand Lira (PB) - Festa na Praça com DJ Renatinha e convidados
• DOMINGO 29 DE NOVEMBRO 15h30 – Exposição Multimídia de Artes Visuais - Eros - Video-arte, cinema, desenho, escultura, performance, com obras de Euzébio Sloccowick, Jussara Correia, Simone Barreto, Sólon Ribeiro, Yuri Yamamoto, Zé Tarcísio. Local:Sala Boticário Ferreira – anexo do Centro Cultural Sesc – Luiz Severiano Ribeiro . Diariamente das 15h30min às 22h – Sala Boticário Ferreira – anexo do Centro Cultural Sesc – Luiz Severiano Ribeiro 15h30min – Mostra de Filmes Premiados no For Rainbow Local: Centro Cultural Sesc – Luiz Severiano Ribeiro Filmes: Desviados (15’) Dir.: Alexandre da Costa e Luiz Octávio Moraes Rio de Janeiro - 2006 Também Sou Teu Povo (14’) Dir.: Orlando Pereira e Franklin Lacerda Ceará - 2006 Meu Cão me Ensina a Viver (12’) Dir.: Felipe Moura Rio de Janeiro - 2007 Acorda (19’) Dir.: Roberta Marques Ceará - 2005 Lady Christiny (12’) Dir.: Alexandre Lino Rio de Janeiro - 2006 Bárbara (10’) Dir.: Carlos Antônio da Silva Gradim Minas Gerais - 2006 Depois de Tudo (12’) Dir.: Rafael Saar Rio de Janeiro - 2008 16h – LITERATURA - Lançamento da Coleção Infantil Avesso de Tonio Carvalho e Bate Papo com o autor e Demitre Cruz. Local: Sala Arco Íris (auditório do prédio da Sul América ) Travessa Pará – Em frente à Praça do Ferreira 18h30min - TEATRO - Espetáculo “Uma Flor de Dama” Dir.: Silvério Pereira – Projeto aprovado no Prêmio Cultural LGBT 2009 da Diversidade pelo Ministério da Cultura. Local: Centro Cultural Cine SESC Luiz Severiano Ribeiro 19h – DANÇA - Espetáculo Mentiras Sinceras com o Grupo CEM – Direção de Silvia Moura Local: Praça do Ferreira 20h - Mostra Nacional Local: Centro Cultural Cine SESC Luiz Severiano Ribeiro Entrega do Troféu Artur Guedes para o realizador Tonio Carvalho Filmes: Garoto de Aluguel (19´) Direção: Tarcísio Lara Puiati Eu Sou Homem (22’) Dir.: Márcia Cabral São Paulo - 2008 Depois da Curva (18’) Dir.: Helton Paulino Paraíba – 2009 A Mais Forte (16’) Dir.: Ricky Mastro - São Paulo – 2009 Cello (02’) Dir.: Maurício Squarasi - São Paulo -2008 Homofobia, Lesbofobia, Transfobia (09’) Dir.: Felipe Bruno Martins - Brasília - 2008 Intimidades (19’) Dir.: Adriana Botelho e Clesley Tavares - Ceará – 2009 Festa na Praça do Ferreira
• SEGUNDA-FEIRA 30 DE NOVEMBRO 15h30– Exposição Multimídia de Artes Visuais - Eros - Video-arte, cinema, desenho, escultura, performance, com obras de Euzébio Sloccowick, Jussara Correia, Simone Barreto, Sólon Ribeiro, Yuri Yamamoto, Zé Tarcísio. Local:Sala Boticário Ferreira – anexo do Centro Cultural Sesc – Luiz Severiano Ribeiro . Diariamente das 15h30min às 22h – Sala Boticário Ferreira – anexo do Centro Cultural Sesc – Luiz Severiano Ribeiro 15h30 - Mostra Filmes Premiados do For Rainbow Local: Centro Cultural Cine SESC Luiz Severiano Ribeiro Filmes: Algolagnia (29’) Dir.: Túlio Bambino Rio de Janeiro - 2006 Homens (20’) Dir.: Lucia Claus e Bertrand Lira Espírito Santo - 2008 Tá (05’) Dir.: Felipe Sholl Rio de Janeiro - 2007 Páginas de Menina (18’) Dir.: Monica Palazzo São Paulo - 2008 Café com Leite (18’) Dir.: Daniel Ribeiro São Paulo - 2007 Nostálgico (05’) Dir.: Eduardo Mello São Paulo -2007 17h – LITERATURA - Lançamento do livro de histórias em quadrinhos KATITA, de Anita Costa Prado e Ronaldo Mendes, seguido de bate papo com Ronaldo Mendes Local: Sala Arco Íris (Auditório do prédio da Sul América) Travessa Pará – Em frente à Praça do Ferreira 17h - Exibição Especial - Viva Bigode (43’) Dir.: Antonio Moreno - Rio de Janeiro – 2009 Local: Centro Cultural Cine SESC Luiz Severiano Ribeiro 18h - Mostra de Filmes das Oficinas do For Rainbow Local: Centro Cultural Cine SESC Luiz Severiano Ribeiro Filmes: Papel Seco (03’30”) Dir.: Rogério Mesquita e Yuri Yamamoto Frame (03’34”) Dir.: Samya de Lavor e Suzy Vieira Analógico (04’20”) Dir.: Paula Yemanjá “On my Own” (04’16”) Dir.: Yuri Yamamoto 18:30h - Sessão Filmeteatro Local: Centro Cultural Sesc – Luiz Severiano Ribeiro Filmes: Norma (70’) Dir. Tonio Carvalho 20h - Mostra Nacional Local: Centro Cultural Cine SESC Luiz Severiano Ribeiro Filmes: Pérolas (09’) Dir.: Gustavo Vinagres São Paulo – 2008 Beijo na Boca Maldita (16’) Dir.: Yanko Del Pino Paraná - 2007 O Móbile: Admiração (25’) Dir.: Lilian Werneck Minas Gerais - 2009 Phedra (13’) Dir.: Thainá Muhringer São Paulo - 2008 Vermelho Desbotado (15’) Dir.: Bárbara Schulte Lucin Rio Grande do Sul - 2007 Brincos de Estrela (19’) Dir.: Marcela Bertoletti Rio de Janeiro - 2008 Maria de Kalú (14’) Dir.: Carlos Mosca e Ronaldo Nerys Paraíba- 2009 Os Sapatos de Aristeu (17’) Dir.: René Guerra - São Paulo -2008 Festa na Praça
• TERÇA-FEIRA 01 DE DEZEMBRO 15h30– Exposição Multimídia de Artes Visuais - Eros - Video-arte, cinema, desenho, escultura, performance, com obras de Euzébio Zloccowick, Jussara Correia, Simone Barreto, Sólon Ribeiro, Yuri Yamamoto, Zé Tarcísio. Local:Sala Boticário Ferreira – anexo do Centro Cultural Sesc – Luiz Severiano Ribeiro . Diariamente das 15h30min às 22h – Sala Boticário Ferreira – anexo do Centro Cultural Sesc – Luiz Severiano Ribeiro 15h30min - Mostra Premiados do For Rainbow Local: Centro Cultural Cine SESC Luiz Severiano Ribeiro Filmes: Questões de Pele (14’) Dir.: Carol Prado São Paulo - 2007 Elke no País das Maravilhas (15’) Dir.: Solange Maia Rio de Janeiro - 2007 Amanda e Monick (18’) Dir.: André da Costa Pinto Paraíba - 2008 O Almoço (Considere um Jantar) (18’) Dir.: Thiago Ricarte São Paulo - 2007 Singularidades (35’) Dir.: Coletiva Paraná - 2006 17h10 - Mostra de Filmes das Oficinas do For Rainbow Local: Centro Cultural Cine SESC Luiz Severiano Ribeiro Filmes: E e Ou (03’13”) Dir.: Cris Nascimento Armário (07’36”) Dir.: Claudienhe Silveira, Elton Bastos E John White Oriente (03’35”) Dir.: Gilson Tenório, Rosiane Fontenele e Joaci Lima No Topo de Tudo (05’41”) Dir.: Liliane Brun Ribeiro Em Boas Mãos (03’36”) Dir.: Michelle Rocha e Iara Queiroz Quer Ver? Pois Olhe! (06’18”) Dir.: Herê Aquino 18h30 – TEATRO - Espetáculo Avental Todo Sujo de Ovo Local: Centro Cultural Cine SESC Luiz Severiano Ribeiro 20h - Mostra Nacional Local: Centro Cultural Cine SESC Luiz Severiano Ribeiro Lançamento Nacional do filme O Auto da Camisinha de Clébio Viriato Ribeiro Festa na Praça
• QUARTA-FEIRA 02 DE DEZEMBRO Mostra Retrospectiva – Sessão Marlon Riggs Local: Centro Cultural Cine SESC Luiz Severiano Ribeiro Das 15h30min às 17h Filmes: Afirmações (10’) Dir.: Marlon Riggs EUA – 1990 Seu Arrependimento (38’) Dir.: Marlon Riggs EUA - 1993 Línguas Soltas (55’) Dir.: Marlon Riggs EUA - 1990 17h20min - Exibição Especial do Filme - O Signo da Cidade (96’) Dir.: Carlos Alberto Ricelli São Paulo - 2009 19h – DANÇA - Apresentação do espetáculo Engarrafada – Grupo CEM – Direção Silvia Moura Local: Praça do Ferreira 20h - Encerramento Entrega do Troféu Artur Guedes para o deputado estadual Artur Bruno Local: Centro Cultural Cine SESC Luiz Severiano Ribeiro Exibição Longa- Metragem: Duas Pátrias – Cuba e a noite (84’) Dir.: Christian Liffers Alemanha-Cuba - 2008 Festa na Praça
terça-feira, 10 de novembro de 2009
MOÍDO

Começa nesta quarta o mais novo projeto do Moinho de Cinema da Paraíba, “Moído”, que vai exibir doze filmes no Bronx Bar, na Rua Getúlio Vargas, centro de Campina Grande. Nove diretores locais foram contemplados na mostra que também terá três produções nacionais. Em cada uma das três noites de “Moído”, que tem parceria da Fundação Sistêmica e Casa Brasil, será exibida uma produção local inédita para a cidade. Além desta quarta-feira, as exibições acontecem no dia 25 de novembro e 9 de dezembro, no mesmo local, a partir das 21h.
Para a estréia, o Moinho selecionou “Homens”, de Lúcia Caus e Bertrand Lira, “Cinderela” de Breno César e Taciano Valério, “Ilha das Flores” de Jorge Furtado e a estréia, “Luzes de uma noite” de Riccardo Migliore.
Na quarta-feira, dia 25 deste mês, o público poderá assistir “O Guardador”, de Diego Benevides, “Cabaceiras” de Ana Bárbara Ramos, “O Jumento Santo” de Willian Paiva e Leonardo Domingues e a estréia “Em tua mão” de Nathan Cirino. No dia 9 de dezembro, será a vez do “Pela tela, pela janela” de Nycolas Albuquerque, “Súbito” de Breno César, “Dossiê Rê Bordosa” de César Cabral e a estréia de “O Plano do cachorro” de Arthur Lins e Ely Marques.
O presidente do Moinho de Cinema da Paraíba, Helton Paulino, argumentou que utilizar espaços alternativos, como o Bronx Bar, para a difusão do cinema paraibano, é uma das propostas da ONG. “Temos espaços tradicionais de cinema, como o Cine São José e o Capitólio, que infelizmente foram desativados e abandonados. Mas não podemos deixar de divulgar o audiovisual paraibano e por isso é tão importante o surgimento de novos espaços”, disse.
Além do “Moído”, a partir do dia 18 deste mês acontece o “Projete-se”, uma iniciativa conjunta da Fundação Sistêmica, União Campinense das Equipes Sociais (Uces), Casa Brasil e Moinho de Cinema da Paraíba. O “Projete-se” tem caráter mais amplo e vai levar os filmes onde tiver público, no centro da cidade e também nos bairros.
Sobre o Moinho
A organização não governamental, Moinho de Cinema da Paraíba trabalha em prol da fomentação e manutenção da produção audiovisual no/do estado, com a finalidade de auxiliar na produção e difusão de obras cinematográficas locais e nacionais, nitidamente não contempladas pelo cinema comercial.
Foto: Áurea Olímpia (do filme Luzes de Uma Noite - de Riccardo Migliore)
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Festival Cine Cultura Viva
Realizadores de audiovisual de qualquer canto do Brasil podem inscrever seu curta-metragem até 15 de novembro para a Mostra Competitiva do I Festival Cine Cultura Viva, que acontece de 9 a 13 de dezembro, em Brasília. Serão selecionados 20 curtas de 5 a 26 minutos finalizados a partir de 2007.
Os representantes dos curtas selecionados terão todas as despesas pagas (transporte, hospedagem e alimentação) para participar dos cinco dias da programação. Além disso, o Festival concederá sete troféus para as categorias: Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Edição, Melhor Trilha Original, Melhor Ator e Melhor Atriz. Não haverá premiação em dinheiro.
O Festival é uma iniciativa do Grupo de Trabalho Audiovisual dos Pontos de Cultura e da Casa Verde - cultura e meio ambiente, com o apoio da Secretaria do Audiovisual (Sav/MinC) e da Secretaria da Cidadania Cultural (SCC/MinC) do Ministério da Cultura. O objetivo é incentivar a produção de ficção de curta-metragem em formato digital, gerar maior visibilidade às realizações dos Pontos de Cultura e integrar produtores independentes, que ainda não estão conectados à rede Cultura Viva.
Programa Cultura Viva - Em 2004, o Ministério da Cultura criou o Programa Cultura Viva que difundiu Pontos de Cultura em todo o país, numa estratégia de reconhecimento, promoção, valorização e fortalecimento da diversidade cultural brasileira. Hoje o programa conta com a parceria de Secretarias de Cultura de Governos Estaduais e Municipais e já contabiliza uma rede com mais de 2 mil Pontos de Cultura.
Cada um desses Pontos, hoje, possui os equipamentos necessários para o ingresso imediato no mundo das produções audiovisuais. Mas, o que ainda falta para a maioria são oportunidades de maior contato com a linguagem e a decisão de encarar esse desafio. Baseado nos conceitos de Autonomia, e Protagonismo Social, o Programa Cultura Viva tem incentivado os Pontos de Cultura a criar novos espaços de manifestações culturais que proporcionem o fortalecimento dessa rede.
Os Pontos de Cultura que tiverem seus curtas selecionados para a Mostra Competitiva serão automaticamente incluídos numa Mostra Audiovisual de Pontos de Cultura que acontecerá em Angola, em 2010, sob a coordenação dos Pontos de Cultura ACARTES (Fortaleza - CE) e Fábrica do Futuro (Cataguases - MG).
Confira o regulamento e a ficha de inscrição no site: www.festivalcineculturaviva.com.br
(Narla Aguiar, Ascom Sav/MinC).
- Publicado por Narla
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- Tags: Festival Cine Cultura Viva, Ministério da Cultura, Secretaria do Audiovisual
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Mais um Prêmio

Mais um trabalho da dupla Carlos Mosca e Ronaldo Nerys. O documentário mostra, através da personagem Maria de Kalú, a felicidade e o amor vencendo convenções sociais, a relação entre mãe e filho homossexuais tendo como pano de fundo o primeiro bar gay de Campina Grande/PB. O documentário estreou em Campina Grande em agosto, na 4ª edição do Comunicurtas – Festival do Audiovisual da Paraíba, onde na ocasião foi premiado com uma Menção Honrosa do júri oficial do festival. Maria de Kalú, há um mês de sua estréia continua nos dando alegrias, foi selecionado para compor a mostra competitiva do Mix Brasil – Festival Internacional de Cinema da Diversidade Sexual, que acontecerá em São Paulo entre os dias 12 e 22 de Novembro. O filme também será exibido em Brasília, na mostra itinerante do Mix Brasil. Além de Maria de Kalú, Carlos Mosca também se faz presente no festival como Diretor de Arte no filme “Depois da Curva” um road movie de Heltom Paulino que faz uma homenagem póstuma a Ronaldo Nerys, que também foi premiado no Comunicurtas 2009 com dois troféus, melhor ator para Nanego Lira, Melhor filme do júri popular e troféu Rômulo e Romero de Cinema. O documentário "Maria de Kalú" também foi selecionado para compor a mostra competitiva do 8º Festival de Cinema de Guaíba/RS que acontece de 08 a 12 de novembro. Pois é! É o cinema independente da Paraíba rompendo fronteiras geográficas e projetando nossas obras para outros públicos.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Longametragem rodado em Campina Grande

Produção de baixo orçamento, o filme conta com uma equipe já reconhecida no cenário cinematográfico da Paraíba, como João Carlos Beltrão na fotografia, Guga S. Rocha no design de som, Carlos Mosca na direção de arte, Helton Paulino na assistência de direção e tem também a participação de grandes atores e atrizes do cinema e da TV brasileira, que se envolveram com a história e acreditaram no projeto. No elenco, estão nomes como ), Maria Gladys (Se Eu Fosse Você 2) a musa do cinema marginal brasileiro, Letícia Spiller (A Paixão de Jacobina), Guta Stresser (Nina) Cláudio Jaborandy (A Casa de Alice) e Paulo Vespúcio (Um Céu de Estrelas).
A maior parte do elenco, no entanto, é formada de atores locais, a maioria deles oriundos de um curso de formação ministrado pelo diretor do longa, em parceria com a Universidade Estadual da Paraíba. Dentre eles, está o protagonista da história, Miguel Arcanjo, interpretado pelo jovem ator Paulo Phillipe, 18, que conquistou o papel após passar por uma maratona de testes nas cidades de Campina Grande e do Rio de Janeiro, onde disputou a vaga com concorrentes de todo o Brasil.
Na história, Miguel, entre traumas, obstáculos e dificuldades, vê-se na necessidade de sustentar sua família. Sua mãe, Dona Daguia (Maria Gladys), sua irmã Ângela (Guta Stresser) e seu cunhado (Claudio Jaborandi), formam uma espécie de família urbana de classe média baixa, que enfrentam acontecimentos de alegria, amor e tragédia. Em paralelo ao núcleo familiar, o jovem Miguel vive um triângulo amoroso com os personagens interpretados por Letícia Spiller e Paulo Vespúcio.
Trata-se de um drama urbano baseado em fatos verídicos ocorridos em João Pessoa e transportados na história para Campina Grande, onde transcorrem todas as locações. As personagens de Letícia Spiller e Maria Gladys, que são cegas, trarão à tona a questão dos portadores de deficiência visual.
As filmagens acabaram no dia 4 de maio e a película tem previsão de estréia no início do próximo ano no circuito de festivais nacionais e internacionais e em 2011 entrará no circuito comercial em todo o país.
MAIS UMA HOMENAGEM
Acabaram neste sábado (13/06/2009) as filmagens do curta-metragem “Depois da curva” do diretor paraibano Helton Paulino, com produção de André da Costa, Fotografia de Bruno de Sales, Direção de Arte de Carlos Mosca e Áudio de Guga S. Rocha.
O curta é uma homenagem do cineasta ao companheiro de trabalho Ronaldo Nerys, falecido no dia 13 de Janeiro passado. As filmagens aconteceram nas cidades de Lagoa de Roça, Riachão do Bacamarte e Campina Grande/PB. Trata-se de uma produção road-movie, em que mais da metade da história se passa dentro de um carro em movimento.
O curta é uma realização do Moinho de Cinema da Paraíba e trata de amor, preconceitos e morte; uma viagem que ajudará a conhecer um pouco mais das relações e segregações humanas. O enredo traz um jogo com conceitos estéticos da semiótica, que garantem surpresas durante toda a história.
Segundo Helton Paulino: “a intenção é mostrar um sentimento entre de duas pessoas que acabaram de se conhecer durante uma viagem, e que vão se aproximando, conhecendo-se e ao mesmo tempo se afastando, por conta do conflito de opiniões”.
Protagonizam o filme os atores paraibanos Nanêgo Lira e Fabiano Raposo. O elenco também traz nomes como Rosângela Paulino e Flávio Guilherme, ambos atores campinenses.
Breve Currículo
Helton Paulino é formado em Arte e Mídia/UFCG e Direito pela UEPB. Recentemente o curta-metragem “Terra Erma” dirigido por Paulino e produzido por Ronaldo Nerys, arrematou o Prêmio Energisa de Estímulo ao Audiovisual Paraibano, durante o 4º Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa – Cineport. O curta também faturou os prêmios de Melhor Som e Fotografia durante COMUNICURTAS 2008, Melhor Edição pelo Júri Oficial do IV Festival Aruanda, Troféu Rodrigo Rocha de Melhor Ficção Paraibana e Troféu ZOOM de Melhor Curta do Festival. Helton ainda possui outros trabalhos premiados a exemplo UMA CURTA CHAMA eleito o melhor vídeo de um minuto durante o II Festival Aruanda do Audiovisual Universitário Brasileiro/2006; Melhor Vídeo pelo Júri
Popular e Menção Honrosa com SOB A LUZ DA PROJEÇÃO, Comunicurtas 2007 - Festival de Cinema de Campina Grande/PB.
Responsável: Andreza AlbuquerqueContatos: 83 8899-3422andreza.cgjp@gmail.comassessoria.depoisdacurva@gmail.com
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
CIDADE DE METAL

Ronaldo Nerys
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Este texto me foi enviado pelo grande amigo Betto Skin. Tomei a liberdade de publicá-lo no meu blog, pois tudo que me emociona, me incentiva a compartilhar com os outros. Dá licença Betto. Tenho certeza que onde Ronaldo estver, estará te aplaudindo e assinando embaixo de todas as suas realizações para o engrandecimento de nossa arte e de nossa cultura.
"...e um dia nós estávamos divagando sobre a morte...ele me deu esse poema que transcrevo agora:
DESCANSO EM PAZ
Nesse ambiente quase aquoso
Entre ossos de entes queridos
Hoje pútridos, fedidos e esquecidos
Orno de bichos minha morada
Desta Arles Observo as luzes
Da urbe que me condenou
A morrer antes do previsto
Asco sinto Graças dou
Porquanto sou feliz
Nesta alameda
Entre o ar lúgubre e bucólico
Os corvos e o
Odor úmido da morte
Onde o silêncio só é quebrado
Por alguns aventureiros canários
Que na minha cova
Acalentam meus ouvidos
Com músicas divinas
Que os ossos apuram
Sem tirar a máxima inscrita
Em mármore negro e letras bronze
De algumas sepulturas
"Descanso eterno dá-lhe Senhor
A luz perpétua e o esplendor"
R. Nerys, algum dia de 1986. ...é isso meu velho amigo."
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
CURTA POESIA a Ronaldo Nerys

(foto:Ronaldo Nerys)
Pela luz dos teus olhos
Pelo olhar que fazes daqui
Que daqui fazes um lugar melhor
Que me faz melhor
Sem chegar a teus pés
Trilho caminhos
Cruzo fronteiras por eles
Por tuas pegadas
Tantas histórias
Por tua boca
A tua história
Com tintas de tantas paletas
Com luzes de tantas poesias
De tantas personagens
De tantas telas
Um pouco também a minha
Tanto e tão curto é o tempo
Nada a dizer
Tanto a contar
Sem pontos nem vírgulas
Sem sígnos inúteis
Preenche os espaços
Os neurônios
Os pulmões
O estômago
O coração
Todo o papel
Os sete buracos
e ponto
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Ponto para a Torre...

Lendo os artigos do blog “Diário da Sulanca”, sem querer, me deparei com uma matéria que deixa um gosto amargo na boca daqueles que sempre relegaram a segundo plano a questão cultural de nossa terra. Os verdadeiros responsáveis pela matéria.
“Lula inclui no PAC duplicação da Rodovia do Jeans, a pedido do governador” essa é a manchete de hoje (sexta-feira 19) do site PE360GRAUS da Rede Globo.”
Uma cidade com o poderio econômico que temos sempre se deixando passar à frente pelos mais espertos. É um sentimento parecido com o de um artista que é roubado em sua autoria...
Mas é muito claro que isso é apenas uma questão de interesses (ou a falta deles) econômicos, políticos e de marketing. A campanha de desvalorização da palavra "Sulanca" que se faz ao longo dos anos só poderia resultar nisso... Talvez, alguns empresários de nossa terra tenham achado isso muito bom, até porque a Rodovia da Sulanca não agregaria valor, pelo contrário...
Enquanto os indecisos discutem em vão, quem decide é o que dá "status". O que temos de original e de mais significativo culturalmente sempre foi visto como ruim ou pobre, então, sendo assim, elegeram uma palavra estrangeira (e pior, que previlegia a divulgação de Toritama) para dar nome a uma estrada “aberta” por nós.
Enquanto não nos voltarmos para nossos próprios valores, enquanto o que temos de realmente nosso não for colocado em seu devido patamar, o importado sempre prevalecerá e o que é nosso será realmente legitimado como pobre e ruim.
Se ao invés de discutirmos se o termo Sulanca é perjorativo, estivéssemos divulgando-o com qualidade e como símbolo de qualidade a realidade seria outra. É o que os Estados Unidos fizeram com os termos “Jeans” e “status” e nós legitimamos (apesar de seus símbolos hoje estarem indo “por água a baixo”).
Mas enquanto fecharmos os olhos para nós mesmos, evitando os espelhos e sem tentarmos corrigir falhas enraizadas e que hoje já passam despercebidas, como a falta de aproveitamento dos nossos elementos culturais como base para criação de nossa identidade e elevação de nossa própria auto-estima, valorizando nós mesmos e o que é nosso, enquanto importarmos e adotarmos qualquer termo como um símbolo nosso, a colonização continuará mantendo nossos olhos sempre fechados e nossos “direitos autorais” sempre surrupiados pelos mais espertos e ficaremos sempre chupando o dedo.
E como a matéria que li conclui: “...talvez falte vontade política nos nossos representantes, e diante dessa ociosidade, Toritama se aproveitou e ganhou pra si própria o direito de batizar a rodovia...”
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Cá, com meus botões...

O futuro de nossas cidades, proposto por seus dirigentes, quase sempre são decisões tomadas unilateralmente, já que a população não questiona e nem cobra posições e projetos; isso em parte se deve ao fato da grande maioria da população não ter subsídios intelectuais, históricos e culturais para formular esses questionamentos. Nossas escolas, há muito não formam cidadãos comprometidos com a coletividade, organizados e conscientes de seus deveres e direitos, cientes de sua identidade, de sua força e de sua voz.
Sabemos que a educação e a cultura são as grandes responsáveis pela voz dessa “...massa, que passa nos projetos do futuro...”. Sem essas duas ferramentas básicas, seremos sempre mudos, surdos e cegos. É por isso que as tomadas de decisões e as iniciativas acerca do desenvolvimento desses setores são sempre empurradas com a barriga, proteladas. Os espaços são sempre cerceados, os equipamentos sucateados, os agentes desestimulados, enfim, as coisas vão se arrastando a passos de tartaruga.
Um dos primeiros passos para a tomada de consciência de nossos direitos de cidadãos, da força que tem a identidade e a cultura de um povo é o conhecimento de nossa realidade, de nossas potencialidades e de nosso passado, nossa história e memória. A implementação desse conhecimento deveria ser uma iniciativa das escolas, como é recomendação do Ministério da Educação e Cultura. O ensino da história local é uma obrigação das Secretarias de Educação, Cultura e Esportes Municipais, porém essa não é a nossa realidade. Nossa memória está se esvaindo...
Preocupado com essa realidade é que o Instituto Pernambucano de História, Arte, Cultura e Cidadania – IPHACC, sempre direcionou suas ações para o registro de nossa memória e a preservação da nossa história. Assim inicia mais uma jornada em favor do fortalecimento da nossa identidade, mais um desafio aceito por Carlos Mosca e Ronaldo Nerys, dirigir mais uma obra audiovisual santacruzense. “Cá, com meus botões...” é o título do documentário de média-metragem que terá duração de 30 minutos, será captado em mídia digital e finalizado
O filme propõe uma viagem através da história que refletirá sobre as permanências e as mudanças sócio-culturais na cidade de Santa Cruz do Capibaribe, a partir do advento da Sulanca. Nossos costumes e nosso cotidiano antes e depois da Sulanca. A recepção de um passado recente, tendo por base a memória dos seus habitantes que, em sua dialética, protegem esse patrimônio material e imaterial santacruzense.
Acreditamos que o cinema não é só entretenimento, mas uma ferramenta sócio-cultural que se bem dirigida, tem o poder de mudar realidades individuais e coletivas, visto trazer na sua prática/teoria a observação do outro como matéria-prima da sua criação imagética. Acreditamos que se pode fomentar aos cidadãos, meios para que preservem, reflitam e planejem suas decisões, sobre seu patrimônio material e imaterial.
O município de Santa Cruz do Capibaribe tem história e memória e é através de trabalhos de registro e reflexão como o documentário que propomos, que se fortalece sua identidade e os laços afetivos que unem, não só os seus filhos naturais, mas também aqueles que encontraram aqui sua “terra-mãe adotiva” e seu lugar para viver.
O projeto está em fase de pré-produção, pesquisa e captação de recursos, entrará em produção durante os meses de dezembro de 2008 e março de 2009 e tem a previsão de estréia no mês de setembro de 2009
Temos como objetivo a superação, sempre melhorar tecnicamente e levar o nome de nossa cidade com cada vez mais qualidade e cada vez mais longe. Pensando assim, esperamos contar com o apoio da população no tocante à liberação de arquivos/acervos pessoais para reprodução, como também contar com o apoio financeiro, como sempre, através de patrocínio das empresas que compactuam com esse nosso pensamento e que acreditam na nossa potencialidade.
Quaisquer informações ou esclarecimentos, favor contactar a produção através do email moscadesign@yahoo.com.br
domingo, 9 de novembro de 2008
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
DIA NACIONAL DA CULTURA

Em meu site de busca, se digito a palavra “cultura”, vou ter como resposta uma lista de sites. Se dermos um clic no primeiro deles, o link abre uma definição: “A palavra cultura abrange várias formas artísticas, mas define tudo aquilo que é produzido a partir da inteligência humana. Está presente desde os povos primitivos em seus costumes, sistemas, leis, religião, em suas artes, ciências, crenças, mitos, valores morais e tudo aquilo que compromete o sentir, o pensar e o agir das pessoas”.
Mais um clic e chegamos na Constituição “O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais. (Cap 3 seção 2 art 215).
Impressionante, entristecedor, desconcertante e acima de tudo vergonhoso, a forma como é tratada a cultura na nossa cidade, ou destratada, parafraseando Gil em sua procissão “...entra ano e sai ano e nada vem, meu sertão continua ao Deus dará, mas se existe Jesus no firmamento, cá na terra isso tem que se acabar.”
Grandes são os anseios da população que quer ver algo de concreto acontecendo nas políticas públicas para a cultura da nossa cidade. Como lá na definição, “várias formas artísticas” precisam ser estimuladas, é muito simples, falta gestão e vontade política.
Leis que disponibilizam verbas Federais e Estaduais para incentivo a projetos culturais, deveriam já ter se refletido nas ações Municipais, além disso, também precisamos de nosso próprio fundo de incentivo, precisamos de nossas leis. Precisamos de foco, na aplicação do dinheiro público naquilo que realmente pode enriquecer culturalmente o nosso povo.
Chega de bancar as carreiras meteóricas de bandas que foram criadas especificamente para enriquecimento financeiro, estimulando o “beber, cair e levantar” com um trabalho musical e cultural completamente pobre, difundindo valores e visões de mundo distorcidas. Temos que repensar o que termos como atração e referência para nossa população, repensar o formato de nossas “festas”, e pensar mais na nossa cultura.
Chega de dilapidar o nosso patrimônio, precisamos de investimentos na nossa memória, de um espaço onde as pessoas possam preservar seus bens culturais com dignidade e respeito.
Uma das ferramentas mais eficazes na mudança social, intelectual e na qualidade de vida das pessoas é o estímulo a projetos culturais, milhares de exemplos estão aí dando frutos e transformando nossos jovens, sendo mostrados na mídia, porém não vemos essas iniciativas na nossa cidade. Continuamos lendo, vendo e ouvindo as reclamações acerca da violência, mas não vemos as ações além da repressão, o que gera mais violência ainda.
Assistimos já a um longo período de estagnação, de falta de interesse, de falta de atenção, de debate, de falta de ação mesmo, é como se a cultura fosse um assunto completamente fora da pauta para o poder público. É como se não existisse nenhuma responsabilidade no passo atrás que se dá ano após ano e nessa lacuna, essa página negra escrita na história cultural de nossa cidade.
Isso precisa mudar antes que cause mais prejuízo à nossa terra!
Hoje, no dia nacional da cultura, se Ângela Rorô fosse santacruzense ela cantaria assim: “Perdoai-os Pai, eles só sabem o que fazem...”
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Camelos do Ingá em Festival Internacional
Mais uma vez Santa Cruz do Capibaribe será representada num festival de cinema e desta feita, um festival internacional, o que nos alegra em dobro, pois além das exibições no Rio de Janeiro, o documentário “Camelos do Ingá” de Carlos Mosca e Ronaldo Nerys também será exibido na Índia. O documentário foi um dos filmes selecionados na 13ª Mostra Internacional do Filme Etnográfico, que acontece no Rio de Janeiro de
A Mostra Internacional do Filme Etnográfico é um festival de cinema documentário, que se realiza desde 1993. O Festival tem como objetivo exibir na Mostra o que há de inédito em torno do chamado ‘documentário etnográfico’, sem abrir mão de fazer retrospectivas, selecionar clássicos do gênero em produções nacionais e internacionais, num amplo painel de filmes com debates, mesas redondas e seminários.
O cinema etnográfico traz a diversidade das culturas para a tela, nos fazendo refletir sobre a dinâmica da vida social, suas questões e temas. Trata-se de um olhar privilegiado para identidades culturais, singularidades da cultura de diversos povos, num mundo globalizado.
O festival tem uma proposta de informação e formação, apresentando não só filmes, mas organizando workshops e debates.
Estão presentes na Mostra, anualmente, os principais nomes da antropologia visual e do cinema documentário nacional e internacional.
Durante o festival realiza-se também o Fórum de Cinema e Antropologia, um conjunto de atividades voltadas para o debate e a reflexão de temas e questões dos dois campos. Vinculada aos mais importantes eventos que focalizam o filme etnográfico ao redor do mundo, a Mostra mantém contato com diretores de filmes, curadores de festivais e pesquisadores da área de antropologia visual.
O festival tem também a parceria do 1º Delhi International Ethnographic Film Festival, a ser realizado pelo Departamento de Sociologia da Delhi University, Índia em novembro de 2008, onde os filme selecionados aqui serão também automaticamente selecionados e exibidos lá.
Nesta edição a mostra recebe como participante oficial o curador do Festival Beeld voor Beeld da Holanda, Eddy Appels.
http://www.mostraetnografica.com.br
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
SULANCA SIM!

http://www.flickr.com/photos/estetica_da_periferia/944645775/
Um dos aspectos mais apaixonantes do ciberespaço é a instauração da comunicação de forma diferente das outras mídias, aqui as mensagens são interativas e transformam-se instantaneamente. Cada receptor torna-se também emissor, interferindo, discutindo, concordando ou discordando, mas explorando os temas, cada um, pelo seu ângulo de visão, acrescentando suas idéias nesse espaço aberto e de alcance mundial que vai se construindo com impressionante rapidez.
Os Blogs são uma das tantas ferramentas de ampliação desse espaço de opinião pessoal-universal compartilhada e é bem gostoso assistir a esse fenômeno, quando criamos o nosso e vemos os comentários postados exibindo os tentáculos dessa rede de informações. A partir desse espaço é possível se construir um apanhado de idéias, uma espécie de “enciclopédia” de autoria coletiva, sobre assuntos que não estão disponíveis nos sites sobre assuntos globalizados e de interesse do grande público. Podemos utilizar como exemplo, um link criado a partir de um comentário sobre um dos artigos desse Blog. “Estive em um evento realizado pela ASCAP e CDL com os candidatos a prefeito e uma pergunta feita aos dois políticos me chamou a atenção. “Você acha o termo sulanca pejorativo?” (Emanoel Glicério – Diário da Sulanca – domingo 19 de out de 2008).
Essa pergunta foi, o input para o nascimento desse artigo, exatamente, a gota d’água que faltava para acionar uma vontade latente de opinar sobre essa questão, independentemente de saber sobre os comentários que se sucederam à pergunta nesse referido evento ou qual seja a opinião do nosso povo sobre o tema.
A mim fica muito nítido o enorme contraste entre o desenvolvimento econômico e o cultural na nossa cidade. O surgimento do debate acerca da marca Sulanca é algo muito interessante, enriquecedor e até lucrativo, mas o que me faz ter essa opinião é o fato de se levantar a hipótese dessa nossa marca, de alguma maneira, desvalorizar nossos produtos, utilizando-se até esse termo perjorativo, no sentido da palavra mesmo! A questão é bastante outra, não é a marca Sulanca que nos desvaloriza, somos nós que a desvalorizamos com as nossas práticas.
O desinteresse pelo que é realmente nosso em detrimento do estrangeiro, do globalizado, do massificado, é algo já ultrapassado como ponto de partida para qualquer campanha publicitária sobre nosso produto, aqui ou em qualquer lugar do mundo. Nesse mundo que está à procura do singular, alguém achar que uma marca forte, de sonoridade ímpar, divulgada aos quatro ventos, de boca em boca por esse Brasil afora através dos seus bravos comerciantes “bandeirantes” que cruzaram o asfalto e os ares, desbravaram as grandes cidades trazendo do sul a nossa primeira estrangeira, a helanca, ou por milhares de estrangeiros clientes que nos visitam a cada feira, ou por nossa indústria empreendedora que se faz presente nos grandes eventos da área pelo mundo, enfim, já bastante conhecida, porém disfarçada de confecção, somente por ser uma palavra vinda da França, estrangeira como nossa cidade está se tornando. A palavra confecção, pelo uso, adquiriu o sinônimo de produto da indústria do vestuário, mas na verdade designa um processo, enquanto que nossa Sulanca já nasceu produto final. Vamos perder o medo de assumir nossa verdadeira e forte identidade santacruzense e bater no peito dizendo: Sulanca sim!
Eu acho até uma ofensa, uma falta de delicadeza, até um pouco de desprezo com aquilo que nos alimenta a tanto tempo, que faz com que nossas mais prósperas empresas possam se destacar e receber prêmios, que nos propicia tanta coisa “chique”.
Chique é ser único, como a Sulanca, apesar de nossas peças de “confecções” que levam essa marca, não serem tão únicas assim. A mudança tem que ser estrutural e cultural, temos que rever nossos métodos e imprimir a singularidade e autenticidade da marca Sulanca em nossos produtos, só assim poderemos reverter a auto-estima baixa dos nossos conterrâneos que acham nossa marca perjorativa.
Ela não traz em sua grafia letras estrangeiras, não é fashion, mas é um dos elementos mais fortes da nossa identidade que tem que ser visto e divulgado por outro prisma.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Patrimônio? De quem?
Hoje quero começar falando um pouco sobre o que significa a preservação do nosso patrimônio histórico, artístico e cultural.
Patrimônio Histórico é todo bem móvel, imóvel ou natural, material e imaterial, que possua valor significativo para uma sociedade, podendo ser estético, artístico, documental, científico, social, espiritual ou ecológico. Esses bens devem ser considerados de interesse relevante para a permanência e a identidade da cultura de um povo. São a nossa herança do passado, com que vivemos hoje, e que passamos às futuras gerações como documento de nosso modo de vida e das relações com nosso tempo e nosso meio.
Do patrimônio cultural fazem parte bens imóveis tais como igrejas, casas, praças, colégios, conjuntos urbanos, e ainda locais dotados de expressivo valor para a história, a arqueologia, a paleontologia e a ciência
Tratar desse tema nos leva a pensar na Constituição Brasileira, que traz em todos os seus títulos, dispositivos sobre cultura e, utiliza as técnicas de cooperação entre Município, Estado e União, implicando na necessidade do diálogo entre essas instituições, na elaboração de projetos e leis para que políticas públicas de preservação e fomento dos bens culturais sejam efetivamente desenvolvidas.
O reconhecimento e a proteção no nosso patrimônio é fator muito importante para que possamos refletir sobre as nossas origens e os costumes do passado e poder assim traçar-mos nossas metas futuras que poderão ser baseadas na extinção ou permanência de nossas práticas para a garantia da liberdade artística valorizando seu papel social. Essa consciência deveria ser a base da atuação dos poderes públicos e da fiscalização e cobrança dos direitos constitucionais pela nossa sociedade.
A arte, a memória coletiva e a transmissão dos nossos saberes e costumes são os três campos de atuação do poder público em relação à cultura, e formam o trio básico dos nossos bens culturais e que o poder público deveria proteger, apoiar, promover e garantir.
Queremos políticas públicas para a cultura na nossa cidade que reconheçam, respeitem e incluam a pluralidade das nossas manifestações, que executem as suas ações assegurando a participação dos nossos artistas e da população interessada em todo o processo de elaboração e desenvolvimento das mesmas.
Para citar apenas um exemplo de descaso com nossos bens culturais podemos nos lamentar com o fechamento e a depredação do prédio do Colégio Cenecista, antigo Ginásio Santa Cruz, fundado em 1956, nossa primeira “grande escola”, onde tínhamos, uma gruta de pedra, hoje é mais um canto esquecido, sem suas imagens originais e rodeada de lixo; Uma capela mobiliada com tudo que tinha direito, seu altar, bancos, imagens, lustres, etc, que hoje estão só na lembrança dos seus freqüentadores ou em algum lugar, ostentados como obras de arte particulares; Um telhado inglês que foi substituído por telhas sem nenhum valor arquitetônico e que passou muito tempo jogado num canto até que alguém desse um fim; A casa dos professores de tanto valor histórico quanto o prédio principal, derrubada para a construção de um prédio novo, que hoje abriga a secretaria de educação do município; Uma biblioteca que foi por muito tempo orgulho de seus estudantes e que hoje, foi esfacelada, divididos os livros que interessavam para quem se interessasse e o resto, coleções antigas, edições históricas com títulos de autores como Guimarães Rosa, Machado de Assis, Gilberto Freyre, entre tantos outros, jogados fora como num “munturo” para quem quisesse levar, apenas pelo preconceito com “coisas velhas”...
Até quando a nossa população vai fechar os olhos para tais monstruosidades?
Até quando vamos ver nossa história e memória se desmanchando no ar como se de nada valessem?
Fica a reflexão e o desejo de que muito em breve possamos falar de nossa cidade em outros termos.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Camelos no Jampa Vídeo Festival 2008

É muito importante a participação de nossas produções nesses eventos, pois não só nos alegra pelo reconhecimento do trabalho, que diga-se de passagem, não é fácil de ser desenvolvido com as condições técnicas precárias, devido à falta de leis de incentivo e fomento a produções locais, mas leva o nome de nossa terra cada vez mais adiante com dignidade e qualidade. Outro fator importante é a divulgação das nossas empresas apoiadoras, a única forma que temos de contrapartida à atenção dispensada por elas aos nossos projetos.
Gostaria também de fazer um apelo à população, no sentido de sensibilizá-la sobre a disponibilização de fotos antigas, ou imagens de vídeo para que possamos fazer cópias e realizar o documentário a contento. Um povo sem passado é um povo sem referências para a construção de sua identidade, efeito que se reflete na absorção das culturas de massa com tanta facilidade pelo nosso povo. Nossa memória está se perdendo, temos que fazer alguma coisa para barrar esse processo ou em pouco tempo não teremos mais como sermos santacruzenses de verdade, com raízes sólidas o suficiente para enfrentar os fortes processos de aculturação decorrentes da globalização. Vamos defender a nossa cultura antes que seja tarde demais!
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
LAZER E CULTURA – Uma ferida aberta na nossa cidade
É impressionante o teor das discussões que encontramos nas comunidades do orkut de nossa cidade, a grande maioria dos tópicos trata de picuinhas políticas, outra grande parte fala das “festas”, das “bandas”, das cachaças, porém em meio a isso tudo encontramos muitas reclamações do tipo “Eu creio que todas as pessoas que moram aqui acham a mesma coisa, essa cidade tem muito pouco a oferecer em relação ao lazer.” (Eduardo). Reclamações de gente que vota, que paga seus impostos e que não vê o retorno deles nos vários setores da administração pública, até mesmo as que não reclamam e que inconscientemente preenchem seu ócio cultural com músicas da indústria de massa que só falam de cachaça e de sexo ou “tomando uma” nas mesas de bar, pagam seus impostos. E vale observar que a cerveja é uma mercadoria das mais tributadas e uma das mais consumidas na cidade.
Pois assim é, as pessoas reclamam de espaços para o lazer inexistentes na nossa cidade “concordo, tanto os jovens quanto os casais como os velhos
prescisam de diversão e aqui não tem nem uma praça.” (Marisdete) e tudo continua na mesma, se alguns quiserem esses direitos têm que investir neles, como é o caso das inúmeras praças construídas na cidade com investimento privado, assim como os calçamentos, etc.
Como sempre friso, nossa cidade tem um poder econômico muito forte, mas como muitos também reclamam “...Santa Cruz peca pela falta de visão (competência) dos seus empresários, administradores públicos e porque não, de sua população...” (Wallace Arruda). Eu chamo isso falta de responsabilidade social, uma das causas de enfraquecimento de empresas na atual conjuntura do nosso país, que hoje começa a cobrar seus direitos e que espero não demore a contagiar nosso povo. Nossos grandes empresários que financiam as campanhas políticas não cobram dos seus financiados um retorno desse investimento em ações e políticas públicas, eles querem apenas favorecimentos pessoais. O restante da população fica dividida entre seus funcionários, que na maioria dos casos, ainda não se libertaram dos cabrestos de seus patrões, e seus consumidores, que engolem tudo calados.
Ninguém cobra dos poderes públicos nas urnas e nem depois delas, quando estão eleitos os seus representantes, que não representam ninguém, a não ser a si próprios, tratando uma gestão pública como um “meio-de-vida”. Não temos quem defenda nossos valores culturais “É uma pena que nossa história esteja morrendo com os mais velhos e as novas gerações não dêem o devido valor e não resgatem e nem mantenham as raízes culturais dessa terra.” (Rozângela).
Nossos políticos não cumprem com o seu dever, talvez nem conheçam a nossa constituição que é clara em seus fundamentos, logo no primeiro capítulo quando os estabelece. A cidadania é o primeiro que é posto de lado, o poder que emana do povo, em nossa terra, é completamente desvirtuado. No segundo capítulo isso fica ainda mais claro “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.” Aqui isso é uma utopia!
O poder público tem o dever e não é favor, como é a nossa realidade, de fazer cumprir o que lá está escrito “O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais. (Cap 3 seção 2 art 215) e ainda mais “A lei estabelecerá o Plano Nacional de Cultura, de duração plurianual, visando ao desenvolvimento cultural do País e à integração das ações do poder público que conduzem à: I - defesa e valorização do patrimônio cultural brasileiro; II - produção, promoção e difusão de bens culturais; III - formação de pessoal qualificado para a gestão da cultura em suas múltiplas dimensões; IV - democratização do acesso aos bens de cultura; V - valorização da diversidade étnica e regional." (Emenda nº 48).
Alguém já procurou saber quais são os recursos que temos destinado à cultura na nossa cidade e onde e como eles são aplicados? Talvez não tenhamos tempo a perder com isso, a sulanca não deixa brechas! Porém as brechas da população na fiscalização da gestão desses recursos e na cobrança de transparência e eficiência é que faça com que nossa realidade seja exatamente essa que estamos vivendo.
Pra finalizar, tenho muita esperança que essas pessoas que reclamam no orkut cheguem ao ápice de sua indignação e organizem-se em torno dessa causa, antes que seja tarde demais e não possamos mais salvar nosso patrimônio e ele se perca por descaso de todos. Como parece ser a vontade de nossos gestores públicos. Isso não pode e não deve ficar assim!




