sexta-feira, 14 de maio de 2010
Câmara solicita ao Governador doação do Cine São José para UEPB
Na propositura que foi aprovada por unanimidade, o vereador Olimpio Oliveira justifica que o Cine São José, é um importante equipamento público, não só pela sua história, mas pelo que pode significar para as gerações contemporâneas e futuras, desde que seja resgatado como um espaço que poderá abrigar diversas manifestações artísticas e culturais.
Na tribuna, o vereador Olimpio Oliveira destacou a importância histórica daquele que hoje encontra se totalmente destruído e repleto de lixo. “O mesmo Cine São José, que foi construído em 1945 no pós-guerra, faz parte do Patrimônio Histórico da Paraíba, sendo assim, este importante espaço e arquivo histórico de nossa terra, possa ser revitalizado e continue servindo como um espaço digno onde se cultue as artes” destacou.
Segundo Olimpio, ele acredita na sensibilidade do Governador José Maranhão, que entenderá que a luta pela reabertura do Cine São José e sua conseqüente transformação em um novo espaço destinado aos movimentos culturais de Campina Grande, não pertencerá só aos estudantes e a classe artística, pois a recuperação daquele espaço será uma vitória de toda sociedade.
Em seu pronunciamento, o vereador peemedebista também ressaltou a importância do movimento pacifico composto por estudantes do Curso de Comunicação Social e artistas locais, que estão acampando no interior do Cine desde a última terça-feira 11. Os estudantes e artistas chegaram a armar uma tenda dentro do prédio onde fazem as refeições, e no turno da noite ficam recitando poemas e conversando sobre a importância do Cine.
Pedro Henrique Almeida -PHA-
(083) 8879-2613
São José, o Cine
Carlos Azevedo // jornalista e professor universitário
Em época de inverno, na sua marquise ainda se improvisa um abrigo, mesmo que provisório. A sua calçada desgastada e irregular ainda pode ser usada como palco para as pessoas que esperam demoradamente os ônibus. As paredes infiltradas também servem para colar cartazes de apresentações musicais de qualidade e gosto duvidosos. Falo do que restou, falo de escombros, de urbes e ruínas, do que resta dos mortos, como bem disse o poeta Políbio Alves em seus livros. Falo do que resta do Cine São José. Das ruínas da memória social da cultura campinense, de um tempo que se foi. Mas também dialogo com os homens e mulheres de hoje, com que restou e também com o que pode ser feito. E sonhado...
Talvez esteja errado e tudo não volte mais, "Cinema Paradiso". Leio na monumental obra sobre a sétima arte na Paraíba, escrita por Wills Leal, que o Cine São José foi criado em novembro de 1945. E que ele tinha uma esquisita promoção para as pessoas do bairro: quem trazia a sua própria cadeira de casa tinha desconto no ingresso. Wills também relata que Campina Grande possuiu muitos cinemas de bairro e que eles tiveram um grande papel no entretenimento e formação de muita gente na cidade.
Escutei alguns rumores de que querem transformar o antigo cinema do São José em mais um "shopping" de camelôs. Seria enterrar mais um capítulo de nossa história cultural no lixo. Mas também tenho visto professores e alunos das duas principais universidades sonhando alto, querendo um rumo mais decente para o prédio.
Não é que o governo tenha má vontade com o São José, o Cine. Dizem que ele foi reformado umas quatro vezes, em gestões de diferentes cores políticas. Na última, alguns anos atrás, resgatou-se a beleza do prédio. O São José brilhava sem ao menos ter um filme em cartaz. Vazio de pessoas e de projetos, sem uso, o prédio foi envelhecendo, degradando, se arruinando. Não lhe foi dada uma utilidade. E os espaços mais conservados são aqueles nos quais se tem um uso social.
É hora de sonhar com mais uma reforma, dessa vez diferente. E que o espaço seja cedido a um centro cultural para abrigar a criatividade de jovens estudantes, cineastas, atores e teatrólogos. O roteiro do filme é este... só falta rodar!
Carlos Azevedo
Caixa Postal 0122
Campina Grande-PB
CEP-58400-970
83-91793836
E a luta continua!
(fotos de Luciano Mariz)
A cada dia ficamos mais satisfeitos por lutar por uma causa justa!
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Salvem nosso Patrimônio!
Em cartaz no Cine São José!
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Ocupado na manhã de hoje o prédio do Cine São José.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
CINEMA PARAIBANO INVADINDO O PARANÁ!
O 7º Festival de Cinema de Maringá, que acontecerá entre os dias 21 e 28 deste e que está homenageando o cineasta Julio Bressane divulgou hoje a lista de filmes selecionados para a mostra competitiva 2010. 36 filmes foram selecionados em 04 categorias: curtametragens 35mm, curtametragens digitais, longametragens 35mm e longametragens digitais. Os selecionados são de 10 estados brasileiros. Na categoria curtametragens digital, 15 produções foram selecionadas (08 ficções, 03 animações e 04 documentários), sendo 05 do Rio de Janeiro, 04 de São Paulo, 01 de Mato Grosso, 01 de Goiás, 02 do Ceará e 02 da Paraíba.
Os filmes paraibanos selecionados são produções de cineastas de Campina Grande. Uma ficção de Taciano Valério, cineasta já reconhecido e premiado nacionalmente, “Bode Movie” que foi lançado no dia 21 de abril no Moído, lá no Bronx Bar e um documentário de Carlos Mosca e Ronaldo Nerys, “Maria de Kalú”, este lançado no Comunicurtas 2009 onde levou o troféu Machado Bittencourt de menção honrosa. O documentário já foi exibido em cinco festivais: no 8º Festival de Cinema Universitário de Guaíba/RS ficando em terceiro lugar; no 17º Mix Brasil – Festival Internacional de Cinema da Diversidade Sexual/SP, no For Rainbow 2009 – Festival de Arte e Cultura da Diversidade Sexual em Fortaleza/CE e na 9ª Mostra do Filme Livre no Rio de Janeiro/RJ.
É mais uma janela que se abre para as produções campinenses, consolidando a qualidade do nosso cinema, que se encontra em total efervescência e arrebatando prêmios nos festivais pelo Brasil a fora, a exemplo do ator Fabiano Raposo, que a semana passada ganhou o prêmio de melhor ator do 1º Festival de Cinema de Ribeirão Pires/SP, por sua atuação no filme “Depois da Curva” de Helton Paulino.
O que nos entristece, mesmo com tanto reconhecimento, é não termos, aqui em Campina Grande, um espaço adequado para a exibição dos nossos filmes. “Encontra-se em estado de cenário de filme de terror um dos maiores patrimônios culturais da cidade de campina Grande : O Cine São José. Filmes como Ben-Hur, Luzes da Ribalta e até o espetáculo teatral “O ébrio” com Vicente Celestino e Gilda Abreu outrora apresentados no cine, hoje dão lugar ao descaso e abandono do que restou do São José, com suas cadeiras arrancadas, o teto desabado, chão imundo e repleto de latas usadas para o consumo de crack, lixo e fezes, por vezes, até transformado em depósito de motos roubadas.” (Samantha Pollyana Pimentel
Graduanda em Comunicação Social/UEPB e
graduanda em Arte e Mídia/UFCG).
Aproveito assim a ocasião para convidar a todos que pensam como nós e que também sentem essa lacuna no cinema campinense a participarem da semana de protestos e mostras culturais na fachada do antigo Cine São José. Vamos reivindicar o retorno desse patrimônio histórico – cultural da nossa cidade. O movimento terá início amanhã (terça-feira - 11.05.10) às 8.30h na Faculdade de Comunicação da Universidade Estadual da Paraíba, onde será dado o pontapé inicial com um ATO PÚBLICO reivindicando o retorno das atividades desse patrimônio da nossa cidade.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Projeto Moído lança mais um curtametragem
Além de “Vírus”, serão exibidos os curtas paraibanos: Tempo de Ira,
com direção de Marcelia Cartaxo e Gisella de Melo. Após vinte anos da tragédia da outrora grande família Candóia, resta à única filha mulher, Cícera, para cuidar de sua mãe enferma num ambiente de estio na seca do sertão. Na vila de Parambu, ela vive o conflito entre cuidar das poucas cabras magras, continuando na aridez da relação entre mãe e filha, ou seguir seu namorado Quinzinho. Baseado no conto “Cícera Candóia” de Ronaldo Correia de Brito, relata a realidade de origens sertanejas e mostra a dignidade do povo nordestino frente à dureza do sertão no auge da seca dos anos 70, época em que grandes levas de emigrantes deixaram suas moradias e entes queridos para tentar a sorte nas grandes cidades. Tempo de Ira participou do Festival de Filme, Vídeo e D-Cine de Curitiba 2003, ganhando os prêmios de Melhor Filme e Melhor Roteiro; do Festival do Audiovisual de Pernambuco 2003, onde recebeu os prêmios de Melhor Atriz (Marcélia Cartaxo), Melhor Fotografia (Paulo Jacinto dos Reis) e o Prêmio ABD; do Festival Guarnicê de Cinema 2003, sendo premiado como Melhor Direção; do Festival de Florianópolis, onde foi contemplado como Melhor Fotografia; do 2º Curta Santos, recebendo os prêmios de Melhor Direção e de Melhor Atriz e do Festival Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira, em Portugal, quando foi eleito o Melhor Filme segundo a crítica; do Festival de Vitória, ganhando o prêmio de Melhor Atriz.“As bonecas de Davi”,
um curta que tem a direção de Ronaldo Nerys, premiado com o troféu Machado Bitencourt de Melhor Direção de Arte no Comunicurtas 2008. Um fragmento do cotidiano de Davi. A mãe, distante e incompreensiva, não aprova suas atitudes. Interno numa clínica, tem a enfermeira, apaixonada por suas criações, como apoio para o que ele chama de arte. Uma obra que só se completa após o amor com as bonecas, para ele, as verdadeiras mulheres, que morrem após o gozo/criação. O curta tem argumento, roteiro e direção do próprio Ronaldo, direção de fotografia de Helton Paulino e Jhésus Tribuzi, direção de arte e edição de Carlos Mosca, trilha sonora de DJ Hunter e direção de atores de André da Costa Pinto e Ronaldo Nerys e traz no elenco David Sobel, João Vigo e Adriano Melo.E o curta nacional Simião Martiniano – O camelô do cinema,
direção de Hilton Lacerda e Clara Angélica. O documentário mostra o cinema na perspectiva de um cineasta-camelô alagoano, radicado em Pernambuco desde a década de 50 e que no Nordeste personifica a versão cabocla de Ed Wood. Finalizado em 35mm, foi produzido em 1998 e recebeu os prêmios de melhor filme do júri popular, melhor direção e melhor montagem no Festival do Recife em 1998; prêmio especial do júri no festival de Curitiba também em 98; prêmio da crítica e prêmio de contribuição para a linguagem no Rio Cine 1998.Traz no elenco Simião Martiniano, Tuca Andrada e Jones Melo. Tem trilha sonora de DJ Dolores e Fred Zero Quatro.
O Projeto Moído acontece no Bronx Bar, a partir das 22h, com entrada gratuita. É uma realização da ONG Moinho de Cinema da Paraíba, que visa à difusão e acessibilidade da população ao audiovisual, além de transformar o curta – metragem em mais uma opção de lazer na noite campinense. A Fundação Sistêmica e o Bronx Bar são parceiros no projeto.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
O MOÍDO LANÇA MAIS UM CURTA

Novo Curta de Taciano Valério, será lançado nesta quarta – feira, dentro do Projeto Moído
Será lançado nesta quarta – feira, 21 de abril, dentro do Projeto Moído, o novo curta - metragem do realizador campinense Taciano Valério. O curta intitulado Bode Movie é uma ficção, com 11 minutos de duração, captado em HDV e conta a história de Paulinho que cuida de um curral de bode e tem um contato muito próximo com o “Pai de Chiqueiro” Bode Loiro. Um dia, Paulinho descobre que o patrão venderá o animal, então ele decide fugir com o Bode. O elenco conta com Bode Loiro, Jarrier Alves, Astier Basilio e David Sobel. A direção de fotografia é de Breno César e o som de Guga S. Rocha.
Taciano é psicólogo e realizador audiovisual, dentre seus trabalhos estão o premiadíssimo “O Buraco”, Cinderela, O Bolo e Banzo Analítico.
Além de Bode Movie, serão exibidos os curtas paraibanos: A Bolandeira, com direção de Vladimir Carvalho; e Passadouro, direção de Torquato Joel. Também será exibido o curta nacional Como se morre no Cinema , direção Luelane Corrêa.
O Projeto Moído acontece no Bronx Bar, a partir das 22h, com entrada gratuita. É uma realização da ONG Moinho de Cinema da Paraíba, que visa à difusão e acessibilidade da população ao audiovisual, além de transformar o curta – metragem em mais uma opção de lazer na noite campinense. A Fundação Sistêmica é parceira no projeto.
Sinopses:
Como se morre no Cinema
Direção: Luelane Corrêa
20 min, doc, 2002, cor
Memórias do papagaio que participou da filmagem do clássico "Vidas Secas", em 1962, quando atuou ao lado da cachorra Baleia.
A Bolandeira
Direção: Vladimir Carvalho
10 min, doc, 1969, P&B
No sertão da Paraíba, os engenhos construídos de madeira e acionados por tração animal, chamados de "bolandeiras", estão em irreversível decadência e falados a desaparecer substituídos pelos engenhos movidos a motor que melhor atendem à demanda do produto.
Passadouro
Direção: Torquato Joel
8 min, doc, 1999, cor
Os ciclos de ocupação humana em um lugar: as inscrições rupestres cristalizadas na paisagem como última memória de um povo extinto, o ritual de fim de tarde de um casal de idosos, e os novos tempos com outros hábitos e costumes trazidos pela parabólica.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
terça-feira, 23 de março de 2010
MOÍDO TAMBÉM HOMENAGEIA JOÃO CARLOS BELTRÃO
O projeto MOÍDO que acontece no Bronx Bar nas quartas feiras, acontece excepcionalmente nesta quinta, dia 25 de março, logo após o lançamento do V Comunicurtas. A idéia é trazermos o público do Festival para conhecer o nosso projeto, além de engrossar o coro de homenagem ao fotógrafo João Carlos Beltrão. Estaremos exibindo apenas um curta “Beba da Saudade” de Fernando Castor e Joyce Hauschield, que tem onze minutos de duração, foi produzido em 1997 e traz o nome de João Carlos na fotografia. O Moinho de Cinema da Paraíba tem o prazer de convidar a todos a comparecerem a mais um evento de cinema que se firma no calendário de Campina Grande.
segunda-feira, 22 de março de 2010
domingo, 21 de março de 2010
MOSTRA DO FILME LIVRE 2010

Antes de uma pessoa ser gay, lésbica, bissexual ou transexual ela é um ser humano. Da mesma forma, uma obra audiovisual antes de levar um dos rótulos acima, ela é um filme, vídeo ou algo que o valha.
Então, sempre é um dilema fazer programas específicos com esta temática, pois corre-se o risco de colocar os filmes e vídeos em guetos da mesma forma que a sociedade exclui e descrimina tudo o que é diferente para ela.
Ao mesmo tempo, unindo vários trabalhos com uma temática destas, podemos analisar como estão sendo tratados as personagens gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros pelas antigas e atuais gerações. Pois se viemos de um passado onde estas personagens muitas vezes não passavam de pura chacota ou eram representadas como algo negativo, temos uma nova geração de cineastas e videastas que tratam a questão com muita dignidade e pluralidade.
Outro fator positivo é a quantidade, pois nunca se produziu tantas obras com esta temática no Brasil. Se num passado recente nos ressentíamos da pouca produtividade nesta área, agora estamos vivendo um boom neste sentido, graças também ao fácil acesso à tecnologia digital, o que democratizou muito a produção audiovisual.
Assim, traremos vários curtas e longas, produzidos em vídeo e em película, a grande maioria Brasil. Os programas serão, à medida do possível, compostos tematicamente de acordo com as sugestões abaixo.
Enfim, esperamos que o CineclubeLGBT, além de provocar discussões, estimule a produção de mais e mais trabalhos discutindo esta delicada questão.
Quando: 26-03-2010 às 21:00h (Sexta-feira)
Local: Cine Odeon BR
Duração: 60 minutos
Filmes:
- "A mais forte" De Ricky Mastro - SP
- "Maria de Kalú" De Carlos Mosca e Ronaldo Nerys - PB
- "A DESCOBERTA DE LUKE" De Alan Nóbrega - RJ
- "O Dono do Carnaval" De Maria de Lourdes Scabine Lezo - SP
- "Phedra" De Claudia Priscilla - SP







