sexta-feira, 14 de maio de 2010

Câmara solicita ao Governador doação do Cine São José para UEPB

A Câmara Municipal de Campina Grande aprovou na manhã desta quinta-feira, 13, requerimento de autoria do vereador Olimpio Oliveira (PMDB), solicitando ao Governado do Estado, José Targino Maranhão, que realize a doação das antigas instalações do Cine São José, localizado no bairro de mesmo nome, para a Universidade Estadual da Paraíba, objetivando fomentar as diversas expressões artísticas e culturais da cidade.
Na propositura que foi aprovada por unanimidade, o vereador Olimpio Oliveira justifica que o Cine São José, é um importante equipamento público, não só pela sua história, mas pelo que pode significar para as gerações contemporâneas e futuras, desde que seja resgatado como um espaço que poderá abrigar diversas manifestações artísticas e culturais.
Na tribuna, o vereador Olimpio Oliveira destacou a importância histórica daquele que hoje encontra se totalmente destruído e repleto de lixo. “O mesmo Cine São José, que foi construído em 1945 no pós-guerra, faz parte do Patrimônio Histórico da Paraíba, sendo assim, este importante espaço e arquivo histórico de nossa terra, possa ser revitalizado e continue servindo como um espaço digno onde se cultue as artes” destacou.
Segundo Olimpio, ele acredita na sensibilidade do Governador José Maranhão, que entenderá que a luta pela reabertura do Cine São José e sua conseqüente transformação em um novo espaço destinado aos movimentos culturais de Campina Grande, não pertencerá só aos estudantes e a classe artística, pois a recuperação daquele espaço será uma vitória de toda sociedade.
Em seu pronunciamento, o vereador peemedebista também ressaltou a importância do movimento pacifico composto por estudantes do Curso de Comunicação Social e artistas locais, que estão acampando no interior do Cine desde a última terça-feira 11. Os estudantes e artistas chegaram a armar uma tenda dentro do prédio onde fazem as refeições, e no turno da noite ficam recitando poemas e conversando sobre a importância do Cine.

Pedro Henrique Almeida -PHA-
(083) 8879-2613

São José, o Cine


Carlos Azevedo // jornalista e professor universitário

Em época de inverno, na sua marquise ainda se improvisa um abrigo, mesmo que provisório. A sua calçada desgastada e irregular ainda pode ser usada como palco para as pessoas que esperam demoradamente os ônibus. As paredes infiltradas também servem para colar cartazes de apresentações musicais de qualidade e gosto duvidosos. Falo do que restou, falo de escombros, de urbes e ruínas, do que resta dos mortos, como bem disse o poeta Políbio Alves em seus livros. Falo do que resta do Cine São José. Das ruínas da memória social da cultura campinense, de um tempo que se foi. Mas também dialogo com os homens e mulheres de hoje, com que restou e também com o que pode ser feito. E sonhado...

Talvez esteja errado e tudo não volte mais, "Cinema Paradiso". Leio na monumental obra sobre a sétima arte na Paraíba, escrita por Wills Leal, que o Cine São José foi criado em novembro de 1945. E que ele tinha uma esquisita promoção para as pessoas do bairro: quem trazia a sua própria cadeira de casa tinha desconto no ingresso. Wills também relata que Campina Grande possuiu muitos cinemas de bairro e que eles tiveram um grande papel no entretenimento e formação de muita gente na cidade.

Escutei alguns rumores de que querem transformar o antigo cinema do São José em mais um "shopping" de camelôs. Seria enterrar mais um capítulo de nossa história cultural no lixo. Mas também tenho visto professores e alunos das duas principais universidades sonhando alto, querendo um rumo mais decente para o prédio.

Não é que o governo tenha má vontade com o São José, o Cine. Dizem que ele foi reformado umas quatro vezes, em gestões de diferentes cores políticas. Na última, alguns anos atrás, resgatou-se a beleza do prédio. O São José brilhava sem ao menos ter um filme em cartaz. Vazio de pessoas e de projetos, sem uso, o prédio foi envelhecendo, degradando, se arruinando. Não lhe foi dada uma utilidade. E os espaços mais conservados são aqueles nos quais se tem um uso social.

É hora de sonhar com mais uma reforma, dessa vez diferente. E que o espaço seja cedido a um centro cultural para abrigar a criatividade de jovens estudantes, cineastas, atores e teatrólogos. O roteiro do filme é este... só falta rodar!

Carlos Azevedo
Caixa Postal 0122
Campina Grande-PB
CEP-58400-970
83-91793836

E a luta continua!


Ontem à noite, dando continuidade à mostra de filmes em prol da doação do Cine São José à UEPB, os estudantes do curso de Comunicação Social, através do Centro Acadêmico Vladimir Herzog, junto com o Moinho de Cinema da Paraíba, a ABD/PB, o fotógrafo João Carlos Beltrão, a Aliança Francesa, que nos cedeu o projetor de 16mm, a Fundação Sistêmica e a vizinhança do prédio, que nos têm cedido sua tomada de energia elétrica (já que não conseguimos ainda um “honesto e justo” ponto de luz no poste em frente ao cinema, junto à empresa de energia elétrica),  exibiram mais uma amostra do nosso cinema.


Num raro momento de cinefilia e história cultural, tivemos o prazer de ver projetadas na fachada do prédio do Cine São José, as película paraibanas: GODOTV, de Carlos Dowling, fic., 18 min; O PLANO DO CACHORRO, de Arthur Lins e Ely Marques, fic., 10 min; ALMA, de André Morais, fic., 10 min; e O CÃO SEDENTO, de Bruno de Sales, fic., 10 min.


Hoje à noite continua a nossa luta, com a projeção dos filmes: “Enquanto a justiça tarda”, doc de Fabiano Raposo; as ficções: “Metanóia” de Ronaldo Nerys, “Depois da Curva” de Helton Paulino e “Nóia” de Emanuel Grilo e Erick Medeiros; além do doc “Aruanda” de Linduarte Noronha.


Traga sua cadeira e venha apoiar uma luta justa e que já não podia mais esperar!
(fotos de Luciano Mariz)

A cada dia ficamos mais satisfeitos por lutar por uma causa justa!

“Não é só Campina Grande que sofre com essa devastação toda. A maior cidade brasileira também, talvez pelos motivos da especulação imobiliária. Que adianta os orgãos protetores do patrimônio histórico se muitas vezes não fazem nada ou declaram que tal construção não tem valor histórico.

Da noite para o dia botam tudo para baixo. Primeiro tiram o telhado para que haja infiltrações e assim tudo é "tombado".

Enquanto não exista um interesse por tudo isso, nos resta a fotografia para registrar esses desacasos. Parabéns pela luta.”

(Hélio – blogueiro do SP Chega de demolir! - http://www.chega-de-demolir.blogspot.com)

Estou recebendo comentários de pessoas solidárias com a nossa causa, que me fazem acreditar que a rede colaborativa formada em torno do que está certo, é algo realmente incontestável. A opinião pública é unânime: “queremos nosso cinema de volta!”

É muito gratificante quando interpelamos alguém na rua com o texto: Boa tarde, a senhora poderia me dar um minuto de atenção? Nós estamos tentando sensibilizar as autoridades a fazer a doação desse prédio à UEPB, para que ele volte a exibir filmes para a população e se torne um centro produtivo de audiovisual na cidade. Para isso estamos fazendo esse abaixo assinado pedindo o apoio da população à nossa causa. A senhora poderia assinar? E recebemos como resposta: “Claro meu filho, eu acho até que demorou muito para que alguém tomasse alguma atitude! Isso é o nosso patrimônio que está sendo abandonado. Eu me lembro que a gente passava a semana todinha economizando para comprar o ingresso da matinê do domingo. Ninguém podia ir no Capitólio, nem no Babilônia, tinha que ser aqui, que era mais barato!”;

“É pra assinar aonde? Pode assinar mais de uma vez? Se puder!”;

“Minha tia foi bilheiteira daqui, eu era pequena! Posso levar um papel desse pra pegar as assinaturas lá no meu trabalho?”

São respostas assim que estamos ouvindo, defronte ao Cine São José, enquanto recebemos o apoio das pessoas que por ali trafegam diariamente, desde terça feira. E por essas e outras é que começo a acreditar no adágio popular: “A voz do povo é a voz de Deus!” E também que o Cine São José voltará a ser o cinema do povo!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Salvem nosso Patrimônio!

Campina Grande/PB – Salvem nosso Patrimônio!
Artigos • Nacional • 8 de março de 2010 por Silvana Losekann

O patrimônio histórico e arqueológico brasileiro constitui uma história de gerações do passado. Compete a nós, gerações do presente, segundo a Constituição Brasileira, valorizar e proteger essa história que é avaliada como “recurso cultural finito e irrenovável”. Infelizmente, não é este instinto de proteção que vem ocorrendo na cidade de Campina Grande, a ‘Rainha da Borborema’, no interior da Paraíba.

O patrimônio histórico de Campina não é o mesmo há bastante tempo. É comum em Universidades da cidade, diversas discussões sobre o prejuízo inestimável que, ano após ano, vêm engolindo o passado, a história e a memória campinense. Prédios demolidos, monumentos destruídos e diversos momentos da história da cidade que estão sendo perdidos para sempre.

Não é de hoje que professores e intelectuais denunciam a lástima que vem consumindo o patrimônio de nossa cidade, sem que haja uma ação preventiva ou punitiva para os responsáveis.

Recentemente, perdemos alguns prédios em estilo Neoclássico e Inglês no centro, principalmente na Rua Irineu Jóffily (a antiga rua da Estação); perdemos o prédio da antiga SAMIC (próximo ao Açude Velho, por muito tempo residência da família Rique) que foi totalmente demolido, existindo em seu lugar apenas um amontoado de escombros; a vila operária da empresa têxtil, em Bodocongó, que também foi demolida, sem falar em outras várias edificações e monumentos que desapareceram em épocas de veraneio, quando a cidade está com parte de sua população em deleite no litoral.

Temos acompanhado o definhamento dos antigos armazéns da Estação Velha, sem teto, sem janelas e até as dobradiças vem sendo roubadas, um lugar centenário que abrigou, em outrora, a riqueza da cidade na época do ‘ouro branco’ (o algodão) e que hoje refugia consumidores de entorpecentes. O Cine São José, cinema popular de Campina que evoca a memória de um interessante período da cidade, também está irreconhecível. O Cine Capitólio, outro famoso cinema da cidade, até seu piso de interessantes lajotas já perdeu e só Deus sabe onde se encontra.

Esta semana tem ocorrido outro desastre, uma empresa está cavando o nosso Centro Histórico para a introdução de dutos para telefonia, estão sendo abertas valetas com quase 1mt de profundidade e poços ou bueiros com mais de 2mts.

Foi feito nestes últimos dois dias, uma extensa valeta que cruza a Av. Floriano Peixoto (na altura da Venâncio Neiva) seguindo em paralelo à calçada da Recebedoria de Rendas do Estado até defronte ao Museu Histórico e Geográfico de Campina Grande. Dois poços estão em processo de finalização, um defronte a Biblioteca Municipal, antiga Casa Félix Araújo (Câmara Municipal) e outro bem próximo da Arca Catedral. Tudo isso já está marcado, como uma cicatriz, no rosto de nossa cidade, exatamente onde possuímos um significativo conjunto em estilo art-déco, denominado pela pesquisadora Lia Mônica de ‘art-decó sertanejo’, além do mais, esta área é a mais antiga da cidade, nas cercanias da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição.

O solo sagrado do epicentro de nossa cidade está sendo remexido, cavado, profanado sem nenhum acompanhamento arqueológico. Neste sedimento, sem dúvidas, há uma infinidade de vestígios de nossos pretéritos habitantes, antigas fundações e estruturas, louças, faianças, objetos de metal e outros vestígios que podem ‘falar’, nos dando informações preciosíssimas sobre a história da cidade, são páginas de um passado que estão sendo rasgadas sem mesmo terem sido lidas.

A legislação vigente impõe um acompanhamento em obras como esta onde é empreendido um salvamento arqueológico, da mesma forma que está ocorrendo na Praça Rio Branco, no Centro Histórico de João Pessoa, onde desde o último dia 25 de janeiro está havendo um levantamento arqueológico no lugar, que foi o centro político e econômico da Província durante mais de 300 anos, ali já foram encontradas faianças finas, porcelanas e terracota utilitárias, provavelmente dos séculos XVII e XVIII. Os trabalhos estão sob responsabilidade do arqueólogo Iago Albuquerque e vem trazendo uma série de informações acerca do passado da capital.

Portanto, por que em Campina Grande não está acontecendo o mesmo? Por que não se tem o mesmo cuidado? Até quando nosso patrimônio será perdido? SALVEM NOSSO PATRIMÔNIO!

Thomas Bruno Oliveira – Professor de História em Campina Grande
http://cgretalhos.blogspot.com/2009/12/lembrando-do-antigo-cine-sao-jose.html

Em cartaz no Cine São José!


Depois de tanto tempo sem a luz dos projetores, ontem, o Cine São José voltou a exibir filmes.
O audiovisual em Campina Grande, que vive um momento de ebulição, com produções de qualidade e que se destacam no cenário nacional, com nomes promissores, com prêmios conquistados é mais do que uma justificativa, para que o único espaço público de exibições da cidade, abandonado a anos, volte a cumprir seu objetivo e mostrar que o investimento no cinema campinense vale a pena!
Ontem foram exibidos seis curtas locais num telão montado na fachada do antigo cinema, pelo Moinho de Cinema da Paraíba e Fundação Sistêmica, em apoio à luta pela doação do Cine São José à UEPB para que ele volte a exibir filmes e, principalmente, a nossa produção para a população, a baixo custo e que possa ser um centro de formação, exibição, enfim, de fomento do audiovisual na cidade. O Buraco (Taciano Valério), Os Balões de 74 (Luciano Mariz), Amanda e Monick (André da Costa Pinto), Maria de Kalú (Carlos Mosca e Ronaldo Nerys), Sob a Luz da Projeção (Helton Paulino) e Malassombrado (Rômulo Azevedo) - uma pequena amostra do nosso cinema - foram exibidos dentro do projeto “Moído” que transferiu-se especialmente ontem para a fachada do Cine São José.
Hoje, mais uma entidade presta solidariedade ao movimento, a ABD/PB que será responsável pela programação da noite, projetando filmes em película de 16mm onde o principal será uma produção de Machado Bittencourt. Vale a pena conferir e apoiar essa nossa causa!
Por isso sintam-se à vontade para trazer a sua cadeira e ter uma boa sessão!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Ocupado na manhã de hoje o prédio do Cine São José.

Estudantes, produtores e diretores de cinema, entidades e ativistas culturais, junto com a sociedade civil organizada, saíram em passeata da faculdade de comunicação social até o prédio do Cine São José. O objetivo foi a ocupação do imóvel para sensibilizar as autoridades sobre o abandono em que se encontra esse patrimônio arquitetônico e cultural de Campina Grande, como também pedir a doação do mesmo que pertence ao governo estadual à Universidade Estadual da Paraíba, para que ali se implante um centro de formação, divulgação e fomento da produção audiovisual da cidade.



Durante toda a semana o prédio do cinema ficará ocupado pelos manifestantes que, com o apoio de entidades como o Moinho de Cinema da Paraíba, o Centro Acadêmico Vladimir Herzog, a ABD/PB – Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas, secção Paraíba e o Sindicato dos Jornalistas, promoverão atividades culturais e mostra de cinema.



A mostra de cinema acontecerá a partir desta quarta feira sempre às 19:30h com o projeto “Moído” do Moinho de Cinema da Paraíba, apoiado pela Fundação Sistêmica e Bronx Bar e contará com a exibição de seis curtas metragens digitais campinenses: “O buraco” um documentário de Taciano Valério, “Malassombrado” uma ficção de Rômulo Azevedo e os documentários “Os balões de 74” de Luciano Mariz, “Maria de Kalú” de Carlos Mosca e Ronaldo Nerys, “Amanda e Monick” de André da Costa Pinto e “Sob a luz da projeção” de Helton Paulino.



Na quinta feira será a vez do cinema analógico, com a exibição pela ABD/PB de um longa metragem em película de 16mm de Machado Bittencourt.



Na Sexta feira volta o “Moído” com os filmes: “Enquanto a justiça tarda”, doc de Fabiano Raposo, as ficções “Metanóia” de Ronaldo Nerys, “Borra de Café” de Aluísio Guimarães e “Nóia” de Emanuel Grilo e Erick Medeiros, além do doc “Aruanda” de Linduarte Noronha.



Fica aqui o convite a toda a população Campina Grande para que traga sua cadeira e venha apoiar uma das causas mais justas da cultura campinense, a abertura do Cine São José para o nosso cinema, já há muito castigado pela insensibilidade das autoridades, através do cerceamento desses espaços culturais.






segunda-feira, 10 de maio de 2010

Queremos Cinema!

http://cgretalhos.blogspot.com/2009/12/lembrando-do-antigo-cine-sao-jose.html

CINEMA PARAIBANO INVADINDO O PARANÁ!


O 7º Festival de Cinema de Maringá, que acontecerá entre os dias 21 e 28 deste e que está homenageando o cineasta Julio Bressane divulgou hoje a lista de filmes selecionados para a mostra competitiva 2010. 36 filmes foram selecionados em 04 categorias: curtametragens 35mm, curtametragens digitais, longametragens 35mm e longametragens digitais. Os selecionados são de 10 estados brasileiros. Na categoria curtametragens digital, 15 produções foram selecionadas (08 ficções, 03 animações e 04 documentários), sendo 05 do Rio de Janeiro, 04 de São Paulo, 01 de Mato Grosso, 01 de Goiás, 02 do Ceará e 02 da Paraíba.

Os filmes paraibanos selecionados são produções de cineastas de Campina Grande. Uma ficção de Taciano Valério, cineasta já reconhecido e premiado nacionalmente, “Bode Movie” que foi lançado no dia 21 de abril no Moído, lá no Bronx Bar e um documentário de Carlos Mosca e Ronaldo Nerys, “Maria de Kalú”, este lançado no Comunicurtas 2009 onde levou o troféu Machado Bittencourt de menção honrosa. O documentário já foi exibido em cinco festivais: no 8º Festival de Cinema Universitário de Guaíba/RS ficando em terceiro lugar; no 17º Mix Brasil – Festival Internacional de Cinema da Diversidade Sexual/SP, no For Rainbow 2009 – Festival de Arte e Cultura da Diversidade Sexual em Fortaleza/CE e na 9ª Mostra do Filme Livre no Rio de Janeiro/RJ.

É mais uma janela que se abre para as produções campinenses, consolidando a qualidade do nosso cinema, que se encontra em total efervescência e arrebatando prêmios nos festivais pelo Brasil a fora, a exemplo do ator Fabiano Raposo, que a semana passada ganhou o prêmio de melhor ator do 1º Festival de Cinema de Ribeirão Pires/SP, por sua atuação no filme “Depois da Curva” de Helton Paulino.

O que nos entristece, mesmo com tanto reconhecimento, é não termos, aqui em Campina Grande, um espaço adequado para a exibição dos nossos filmes. “Encontra-se em estado de cenário de filme de terror um dos maiores patrimônios culturais da cidade de campina Grande : O Cine São José. Filmes como Ben-Hur, Luzes da Ribalta e até o espetáculo teatral “O ébrio” com Vicente Celestino e Gilda Abreu outrora apresentados no cine, hoje dão lugar ao descaso e abandono do que restou do São José, com suas cadeiras arrancadas, o teto desabado, chão imundo e repleto de latas usadas para o consumo de crack, lixo e fezes, por vezes, até transformado em depósito de motos roubadas.” (Samantha Pollyana Pimentel
Graduanda em Comunicação Social/UEPB e
graduanda em Arte e Mídia/UFCG
).

Aproveito assim a ocasião para convidar a todos que pensam como nós e que também sentem essa lacuna no cinema campinense a participarem da semana de protestos e mostras culturais na fachada do antigo Cine São José. Vamos reivindicar o retorno desse patrimônio histórico – cultural da nossa cidade. O movimento terá início amanhã (terça-feira - 11.05.10) às 8.30h na Faculdade de Comunicação da Universidade Estadual da Paraíba, onde será dado o pontapé inicial com um ATO PÚBLICO reivindicando o retorno das atividades desse patrimônio da nossa cidade.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Projeto Moído lança mais um curtametragem

Mais uma quarta feira de Moído e desta vez será lançado o curtametragem “Vírus” do realizador paraibano Matheus Andrade. O curta é um Documentário finalizado o ano passado, colorido, captado em MiniDv, com 18 minutos de duração.
Vírus (latim virus, -i, peçonha, veneno); Fig. Princípio de contágio moral. Uma abordagem sobre o universo virótico dos documentaristas. Duas histórias. Uma viagem. Duas experiências. Um documentário. Cuidado, você pode se contaminar.
Além de “Vírus”, serão exibidos os curtas paraibanos: Tempo de Ira,
com direção de Marcelia Cartaxo e Gisella de Melo. Após vinte anos da tragédia da outrora grande família Candóia, resta à única filha mulher, Cícera, para cuidar de sua mãe enferma num ambiente de estio na seca do sertão. Na vila de Parambu, ela vive o conflito entre cuidar das poucas cabras magras, continuando na aridez da relação entre mãe e filha, ou seguir seu namorado Quinzinho. Baseado no conto “Cícera Candóia” de Ronaldo Correia de Brito, relata a realidade de origens sertanejas e mostra a dignidade do povo nordestino frente à dureza do sertão no auge da seca dos anos 70, época em que grandes levas de emigrantes deixaram suas moradias e entes queridos para tentar a sorte nas grandes cidades. Tempo de Ira participou do Festival de Filme, Vídeo e D-Cine de Curitiba 2003, ganhando os prêmios de Melhor Filme e Melhor Roteiro; do Festival do Audiovisual de Pernambuco 2003, onde recebeu os prêmios de Melhor Atriz (Marcélia Cartaxo), Melhor Fotografia (Paulo Jacinto dos Reis) e o Prêmio ABD; do Festival Guarnicê de Cinema 2003, sendo premiado como Melhor Direção; do Festival de Florianópolis, onde foi contemplado como Melhor Fotografia; do 2º Curta Santos, recebendo os prêmios de Melhor Direção e de Melhor Atriz e do Festival Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira, em Portugal, quando foi eleito o Melhor Filme segundo a crítica; do Festival de Vitória, ganhando o prêmio de Melhor Atriz.
“As bonecas de Davi”, um curta que tem a direção de Ronaldo Nerys, premiado com o troféu Machado Bitencourt de Melhor Direção de Arte no Comunicurtas 2008. Um fragmento do cotidiano de Davi. A mãe, distante e incompreensiva, não aprova suas atitudes. Interno numa clínica, tem a enfermeira, apaixonada por suas criações, como apoio para o que ele chama de arte. Uma obra que só se completa após o amor com as bonecas, para ele, as verdadeiras mulheres, que morrem após o gozo/criação. O curta tem argumento, roteiro e direção do próprio Ronaldo, direção de fotografia de Helton Paulino e Jhésus Tribuzi, direção de arte e edição de Carlos Mosca, trilha sonora de DJ Hunter e direção de atores de André da Costa Pinto e Ronaldo Nerys e traz no elenco David Sobel, João Vigo e Adriano Melo.
E o curta nacional Simião Martiniano – O camelô do cinema,
direção de Hilton Lacerda e Clara Angélica. O documentário mostra o cinema na perspectiva de um cineasta-camelô alagoano, radicado em Pernambuco desde a década de 50 e que no Nordeste personifica a versão cabocla de Ed Wood. Finalizado em 35mm, foi produzido em 1998 e recebeu os prêmios de melhor filme do júri popular, melhor direção e melhor montagem no Festival do Recife em 1998; prêmio especial do júri no festival de Curitiba também em 98; prêmio da crítica e prêmio de contribuição para a linguagem no Rio Cine 1998.
Traz no elenco Simião Martiniano, Tuca Andrada e Jones Melo. Tem trilha sonora de DJ Dolores e Fred Zero Quatro.
O Projeto Moído acontece no Bronx Bar, a partir das 22h, com entrada gratuita. É uma realização da ONG Moinho de Cinema da Paraíba, que visa à difusão e acessibilidade da população ao audiovisual, além de transformar o curta – metragem em mais uma opção de lazer na noite campinense. A Fundação Sistêmica e o Bronx Bar são parceiros no projeto.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

O MOÍDO LANÇA MAIS UM CURTA


Novo Curta de Taciano Valério, será lançado nesta quarta – feira, dentro do Projeto Moído

Será lançado nesta quarta – feira, 21 de abril, dentro do Projeto Moído, o novo curta - metragem do realizador campinense Taciano Valério. O curta intitulado Bode Movie é uma ficção, com 11 minutos de duração, captado em HDV e conta a história de Paulinho que cuida de um curral de bode e tem um contato muito próximo com o “Pai de Chiqueiro” Bode Loiro. Um dia, Paulinho descobre que o patrão venderá o animal, então ele decide fugir com o Bode. O elenco conta com Bode Loiro, Jarrier Alves, Astier Basilio e David Sobel. A direção de fotografia é de Breno César e o som de Guga S. Rocha.
Taciano é psicólogo e realizador audiovisual, dentre seus trabalhos estão o premiadíssimo “O Buraco”, Cinderela, O Bolo e Banzo Analítico.
Além de Bode Movie, serão exibidos os curtas paraibanos: A Bolandeira, com direção de Vladimir Carvalho; e Passadouro, direção de Torquato Joel. Também será exibido o curta nacional Como se morre no Cinema , direção Luelane Corrêa.
O Projeto Moído acontece no Bronx Bar, a partir das 22h, com entrada gratuita. É uma realização da ONG Moinho de Cinema da Paraíba, que visa à difusão e acessibilidade da população ao audiovisual, além de transformar o curta – metragem em mais uma opção de lazer na noite campinense. A Fundação Sistêmica é parceira no projeto.
Sinopses:
Como se morre no Cinema
Direção: Luelane Corrêa
20 min, doc, 2002, cor
Memórias do papagaio que participou da filmagem do clássico "Vidas Secas", em 1962, quando atuou ao lado da cachorra Baleia.
A Bolandeira
Direção: Vladimir Carvalho
10 min, doc, 1969, P&B
No sertão da Paraíba, os engenhos construídos de madeira e acionados por tração animal, chamados de "bolandeiras", estão em irreversível decadência e falados a desaparecer substituídos pelos engenhos movidos a motor que melhor atendem à demanda do produto.
Passadouro
Direção: Torquato Joel
8 min, doc, 1999, cor
Os ciclos de ocupação humana em um lugar: as inscrições rupestres cristalizadas na paisagem como última memória de um povo extinto, o ritual de fim de tarde de um casal de idosos, e os novos tempos com outros hábitos e costumes trazidos pela parabólica.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

terça-feira, 23 de março de 2010

MOÍDO TAMBÉM HOMENAGEIA JOÃO CARLOS BELTRÃO


O projeto MOÍDO que acontece no Bronx Bar nas quartas feiras, acontece excepcionalmente nesta quinta, dia 25 de março, logo após o lançamento do V Comunicurtas. A idéia é trazermos o público do Festival para conhecer o nosso projeto, além de engrossar o coro de homenagem ao fotógrafo João Carlos Beltrão. Estaremos exibindo apenas um curta “Beba da Saudade” de Fernando Castor e Joyce Hauschield, que tem onze minutos de duração, foi produzido em 1997 e traz o nome de João Carlos na fotografia. O Moinho de Cinema da Paraíba tem o prazer de convidar a todos a comparecerem a mais um evento de cinema que se firma no calendário de Campina Grande.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Cineclube LGBT - MFL


http://cineclubelgbt.wordpress.com/

domingo, 21 de março de 2010

MOSTRA DO FILME LIVRE 2010


O CineclubeLGBT exibe curtas e longas-metragens nacionais e internacionais seguida de uma festa comandada pelo DJ Great Guy.

Antes de uma pessoa ser gay, lésbica, bissexual ou transexual ela é um ser humano. Da mesma forma, uma obra audiovisual antes de levar um dos rótulos acima, ela é um filme, vídeo ou algo que o valha.


Então, sempre é um dilema fazer programas específicos com esta temática, pois corre-se o risco de colocar os filmes e vídeos em guetos da mesma forma que a sociedade exclui e descrimina tudo o que é diferente para ela.


Ao mesmo tempo, unindo vários trabalhos com uma temática destas, podemos analisar como estão sendo tratados as personagens gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros pelas antigas e atuais gerações. Pois se viemos de um passado onde estas personagens muitas vezes não passavam de pura chacota ou eram representadas como algo negativo, temos uma nova geração de cineastas e videastas que tratam a questão com muita dignidade e pluralidade.


Outro fator positivo é a quantidade, pois nunca se produziu tantas obras com esta temática no Brasil. Se num passado recente nos ressentíamos da pouca produtividade nesta área, agora estamos vivendo um boom neste sentido, graças também ao fácil acesso à tecnologia digital, o que democratizou muito a produção audiovisual.


Assim, traremos vários curtas e longas, produzidos em vídeo e em película, a grande maioria Brasil. Os programas serão, à medida do possível, compostos tematicamente de acordo com as sugestões abaixo.


Enfim, esperamos que o CineclubeLGBT, além de provocar discussões, estimule a produção de mais e mais trabalhos discutindo esta delicada questão.



Quando:
26-03-2010 às 21:00h (Sexta-feira)
Local:
Cine Odeon BR
Duração:
60 minutos

Filmes:
http://www.mostradofilmelivre.com/10/agenda.php?c=445